domingo, 29 de maio de 2011

APROVEITAMENTO DIDÁTICO DO BLOG

Muitas são as utilidade de um blog voltado para a educação. No caso dessa página, especificamente, como o foco central é o uso didático da internet, a principal utilidade é a socialização dessa ferramenta  na escola. Além do mais, no blog podem ser postadas experiências voltadas para o uso das novas tecnologias em educação para que estas sirvam de estímulo e até de modelo para novas atividades na escola.

Quando criei a página, tive o cuidado de iniciar as postagens divulgando, exatamente, experiências voltadas para o uso da internet como ferramenta educacional. Confiram nas postagens mais antigas.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A internet a serviço da educação

No contexto da designada sociedade de informação, é cada vez mais pertinente que o sistema de ensino, quer na sua organização curricular, quer nas suas dinâmicas de trabalho, promova o acesso ao conhecimento através do recurso às novas TIC. Com efeito, para além de tal permitir aos elementos do processo educativo aceder a uma riqueza inesgotável de informação, o ciberespaço traz inúmeras vantagens em termos da democratização do ensino, fomentando a criação do que Habermas, filósofo e sociólogo alemão, designa por comunidades dialógicas. Através da sua interactividade e instantaneidade, o ciberespaço permite que alunos e professorem partilhem e discutam ideias e pontos de vista, numa espécie de polis grega que apenas dela se distingue pela sua imaterialidade. A utilização das novas TIC não se trata assim de mais um recurso pedagógico, bem pelo contrário, abre portas a objectivos educativos dantes impensáveis e extremamente louváveis no âmbito do que Morin considera serem os pilares da educação do futuro: autonomização do processo de aprendizagem; optimização das competências de argumentação dos alunos; criação de comunidades de aprendizagem; desenvolvimento do espírito crítico dos educandos. Quanto a este último ponto, o papel do professor é crucial e bem diferente do tradicional; já não se lhe pede que seja um mero transmissor de conteúdos fixos e imutáveis, mas essencialmente um mediador, devendo fomentar nos alunos a capacidade crítica para seleccionarem e pensarem sobre os recursos que encontram na Internet.


Dadas as inegáveis potencialidades educativas da Internet, temos assistido à emergência de modelos de ensino-aprendizagem que delas tiram partido, tais como o e-learning e o b-learning. O termo e-learning é utilizado para designar um modelo de ensino/aprendizagem à distância, através da Internet, permitindo uma comunicação mais rápida entre alunos e professores, assim como evita perdas de tempo em deslocações que podem ser aproveitadas para rentabilizar o estudo e seu acompanhamento; por outro lado, torna-se um instrumento essencial de combate à “infoexclusão”, permitindo que alunos mais velhos e de meios rurais tenham acesso ao conhecimento, essencial na democratização do saber.


Geralmente, utiliza-se uma combinação entre o ensino-aprendizagem através da Internet com sessões presenciais intermédias, as quais são fulcrais sobretudo em cursos que implicam uma forte componente prática; esse sistema que inclui sessões presenciais e on line ; este sistema misto designa-se por blended learning ou b-learning.


Tanto o e-learning, como o b-learning são cada vez mais usados na aprendizagem colaborativa através da Internet (c-learning), a qual fomenta a partilha entre professores-alunos e alunos-alunos, permitindo, por exemplo, a realização de projectos muito interessantes que contam com o intercâmbio entre escolas portuguesas e mesmo escolas nacionais e estrangeiras.


Fonte: http://eduexcepcional.wordpress.com/

Como utilizar as redes sociais e as novas tecnologias na educação


As redes sociais da Internet estão cada vez mais presentes no dia-a-dia de alunos, professores e das pessoas em geral. No entanto, essas ferramentas ainda são muito pouco exploradas em sala de aula. Muitas vezes o acesso a esse tipo de recurso é vetado nas escolas, em função do “medo” de que o aluno se interesse por assuntos que não estejam diretamente ligados ao conteúdo pedagógico.

Para Vanessa Bohn, mestranda da Faculdade de Letras da UFMG e professora de inglês do Colégio Militar de Belo Horizonte, sobre o uso de recursos da web 2.0 nas aulas de língua inglesa, essa preocupação das escolas não procede. “Atualmente é quase impossível não associarmos tecnologia à Educação. Nossos filhos pertencem à geração Web ou WWW, já nasceram contextualizados com a Internet, download, celular, aparelhos de MP3, vídeo-games, entre outros recursos tecnológicos. Dessa forma fica mais fácil para os professores utilizarem essas novas tecnologias na Educação”.

Vanessa acrescenta que um dos maiores obstáculos para a utilização de novas tecnologias na Educação está justamente na resistência dos professores. “Sabemos que tem professor que não se adapta quando o assunto é tecnologia. Mas isso, a meu ver, tem mudado graças aos fóruns de discussão, blogs e congressos sobre o uso das Tecnologias da Informação”.

A historiadora e Doutora em Educação Lilian Starobinas, também defende uma maior proximidade dos professores com as novas tecnologias disponíveis. “A melhor forma do professor se preparar é começar a lidar com essa variedade de recursos. Se ele tornar-se usuário da Internet em sua vida pessoal e profissional, participar de fóruns com outros colegas, pesquisar blogs que relatem experiências e teçam reflexões, em breve se sentirá em condições de ter suas próprias iniciativas”.

Já o professor de Física e blogueiro Sérgio Lima acredita que essas novas tecnologias devem funcionar como “catalisadores da reinvenção da escola”. “Elas não são a tábua de salvação da Educação, mas também não devem ser evitadas a todo custo pelos educadores”, ressalta.

Segundo ele, numa sociedade em que tudo muda muito rápido, todos os profissionais, e não seria diferente para os professores, devem ficar atentos à sua própria formação para sondar as novas tecnologias, filtrar as ferramentas que não acrescentam mudanças positivas nas práticas educativas e se apropriar daquelas que podem catalisar uma nova escola, adequada à Era da Informação e do Conhecimento.

Sobre a utilização das redes sociais pelos professores, Vanessa Bohn destaca que elas podem favorecer o ensino e ampliar o que é aprendido em sala de aula. Dentro das redes sociais a palavra chave é colaboração. Dessa forma, professores e alunos assumem o papel de colaboradores para a troca de conhecimento. 
 
Um aspecto positivo é a participação ativa dos alunos na construção de sua própria aprendizagem e colaborando com os seus pares. O uso das redes sociais pode ser feito na própria escola, caso exista um laboratório de informática, nas lan houses ou na casa dos alunos. Se eu fosse trabalhar redes sociais com meus alunos e tivesse de escolher entre o Orkut e a rede Ning, eu escolho o Ning pelo fato dela ter mais características de um ambiente virtual de aprendizagem com mais recursos de interação”, explica a professora de inglês.

Já para a jornalista, professora e Doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Raquel Recuero, não existe uma fórmula pronta para se trabalhar o conceito de redes sociais em sala de aula.

“Acho que não há fórmula pronta. A rede é um espaço social e, como todo o espaço social, é também um espaço de Educação e aprendizado. Acho que cabe aos professores explorarem essas potencialidades com criatividade, procurando entender como seus alunos utilizam essas ferramentas e, a partir desse uso, inserir-se no processo e propor atividades que também estejam inseridas. A rede é um meio, nunca um fim”, analisa Raquel.

Fonte: http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/index.asp

Internet como meio de educação