sábado, 9 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
ENSINAR COM INTERNET
Nossa sociedade está em constante mutação. Nesse caso, se a educação não acompanhar o ritmo, ficará fora de sintonia com a sociedade e sua qualidade será considerada aquém do desejável. Logo, não é admissível que, em uma sociedade em constante mudança, a educação permaneça imutável.
A questão é quão radicais, ou inovadoras, devem ser as mudanças a serem introduzidas em nossa educação.
“Mudança Educacional” e “Inovação Educacional” são expressões que estão em moda. Nicholas Negroponte, em seminário realizado em 2004, defendeu a tese de que o grau de inovação, ou a radicalidade, nas mudanças que decidimos promover na educação é inversamente proporcional à qualidade que atribuímos ao sistema escolar. Se consideramos o sistema escolar excelente, não nos arriscaremos a introduzir grandes inovações ou mudanças radicais nele. Mas se o considerarmos ruim, admitiremos um grau muito maior de inovação nas mudanças que consideramos necessárias ou aceitáveis.
Isso significa que países como a Finlândia, em que o sistema escolar é percebido como de excelente qualidade, dificilmente serão os mais inovadores na área da educação. As maiores inovações, segundo Negroponte, deverão vir de países, como o Brasil, em que a qualidade do sistema escolar é considerada muito aquém do desejável.
Há razoável consenso entre os pensadores, hoje em dia, de que, embora a tecnologia, por si só, não vá conseguir introduzir as mudanças necessárias no sistema escolar, essas mudanças não acontecerão sem a tecnologia. Assim a tecnologia é condição necessária, mas não suficiente, das mudanças que o sistema escolar está a exigir – lá fora e aqui no Brasil.
Diante disso, a necessidade de introduzir mudanças inovadoras no sistema escolar a partir dos novos recursos tecnológicos aparece com força cada vez maior. Essas mudanças visariam a inserir os atores do meio educativo (alunos, professores, gestores e comunidade) na Sociedade da Informação e do Conhecimento – ou, inversamente, trazer a Sociedade da Informação e do Conhecimento para dentro dos ambientes de aprendizagem vinculados à escola.
Sempre dependemos das tecnologias, desde a época da invenção da roda. Não obstante, as tecnologias – em especial as de informação e comunicação – vêm assumindo um papel cada vez mais importante em nosso viver diário, em nosso trabalho, em nosso lazer, e, naturalmente, em nossa aprendizagem. Além disso, essas mesmas tecnologias vêm evoluindo a um ritmo sem precedentes!
Das aulas de informática aos ambientes de aprendizagem
A questão é quão radicais, ou inovadoras, devem ser as mudanças a serem introduzidas em nossa educação.
“Mudança Educacional” e “Inovação Educacional” são expressões que estão em moda. Nicholas Negroponte, em seminário realizado em 2004, defendeu a tese de que o grau de inovação, ou a radicalidade, nas mudanças que decidimos promover na educação é inversamente proporcional à qualidade que atribuímos ao sistema escolar. Se consideramos o sistema escolar excelente, não nos arriscaremos a introduzir grandes inovações ou mudanças radicais nele. Mas se o considerarmos ruim, admitiremos um grau muito maior de inovação nas mudanças que consideramos necessárias ou aceitáveis.
Isso significa que países como a Finlândia, em que o sistema escolar é percebido como de excelente qualidade, dificilmente serão os mais inovadores na área da educação. As maiores inovações, segundo Negroponte, deverão vir de países, como o Brasil, em que a qualidade do sistema escolar é considerada muito aquém do desejável.
Há razoável consenso entre os pensadores, hoje em dia, de que, embora a tecnologia, por si só, não vá conseguir introduzir as mudanças necessárias no sistema escolar, essas mudanças não acontecerão sem a tecnologia. Assim a tecnologia é condição necessária, mas não suficiente, das mudanças que o sistema escolar está a exigir – lá fora e aqui no Brasil.
Diante disso, a necessidade de introduzir mudanças inovadoras no sistema escolar a partir dos novos recursos tecnológicos aparece com força cada vez maior. Essas mudanças visariam a inserir os atores do meio educativo (alunos, professores, gestores e comunidade) na Sociedade da Informação e do Conhecimento – ou, inversamente, trazer a Sociedade da Informação e do Conhecimento para dentro dos ambientes de aprendizagem vinculados à escola.
Sempre dependemos das tecnologias, desde a época da invenção da roda. Não obstante, as tecnologias – em especial as de informação e comunicação – vêm assumindo um papel cada vez mais importante em nosso viver diário, em nosso trabalho, em nosso lazer, e, naturalmente, em nossa aprendizagem. Além disso, essas mesmas tecnologias vêm evoluindo a um ritmo sem precedentes!
Das aulas de informática aos ambientes de aprendizagem
No Brasil, as TIC começaram a surgir dentro das escolas no início da década de 80. No entanto, foi a partir da década de 90, após a abertura do mercado de importação, que os microcomputadores se popularizaram e começaram a realmente ocupar espaço dentro das escolas. Nessa época, o modelo que vigorava era o de laboratórios de informática. A chamada "aula de informática" entrou na grade curricular e obrigou professores e alunos a utilizar aqueles recursos ao menos uma vez por semana. Sem saber ao certo como utilizá-los, os laboratórios ficaram fadados a basicamente três fins:
1. Se tornaram espaços de "aula de informática", onde os alunos, com o auxílio de monitores de informática, aprendiam a manejar sistemas operacionais, editores de texto, planilhas eletrônicas, softwares de apresentação e editores de imagem;
2. Se tornaram "salas de jogos", onde normalmente os chamados "softwares educacionais" predominavam, quando não, os joguinhos de entretenimento;
3. Ou, simplesmente, os laboratórios ficavam fechados, empoeirando, tendo seu parque de máquinas sucateado.
Nesse terceiro caso, não era raro os laboratórios serem usados como instrumentos de punição, onde, por "mal comportamento", os alunos ficavam sem direito de acesso a eles ou, quando não se tentava mascarar a realidade, o professor assumia que não sabia utilizar seus recursos e se recusava a utilizar aquele espaço com seus alunos. De qualquer forma os alunos eram sempre punidos.
Nos dois primeiros casos as atividades desenvolvidas nos laboratórios não tinham qualquer relação com o currículo escolar. No primeiro, a escola, enquanto espaço privilegiado de aprendizagem, desperdiçava seu tempo e seus recursos a serviço da informática (em vez de a informática disponibilizar seus recursos a serviço da educação). No segundo caso, mesmo os "jogos pedagógicos", que normalmente nem são tão interessantes para os alunos quanto os jogos de entretenimento, tinham um fim em si mesmos, e não contribuiam para o projeto pedagógico da escola. Desse modo não era raro ouvir os professores se queixarem, com razão, de que tinham de "parar suas aulas" para ir para o laboratório.
Foram raras as experiências em que a tecnologia foi integrada ao projeto pedagógico da escola e, mesmo assim, elas encontraram resistência por parte de alguns professores.
O que mudou desde então?
Muito se tem avançado em relação ao uso pedagógico crítico da tecnologia, mas uma das principais mudanças observada é que hoje os alunos já nasceram em tempos de computadores, celulares, televisão digital e, como se não bastasse, de Internet. Diferentes de nós, "Imigrantes Digitais", eles são os legítimos "Nativos Digitais". (Prensky, 2001)
Os alunos de hoje dificilmente recusam a utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na aprendizagem. Para eles, as TIC não representam uma barreira à aprendizagem, pois são instrumentos que eles conhecem desde sempre, que apreciam e que dominam com naturalidade. Por outro lado, os docentes, em sua maioria, ainda são da mesma geração da década de 90, que não conviveram com as TIC desde pequenos e aprenderam a aprender e a ensinar com outros tipos de recursos. Os professores, então, têm de se adaptar ao mundo das tecnologias e muitas vezes, têm dificuldade em "tirar os pés totalmente do passado", como um imigrante.
Eduardo Chaves em seu artigo "Filosofia da Educação: Um Encontro Possível entre o Professor e a Tecnologia", escrito em 2000 (há dez anos!), propôs que o maior desafio para o uso pedagógico da tecnologia "não é o custo do equipamento, não é a inexistência de software adequado e não é a dificuldade técnica de capacitar o professor no manejo dessa tecnologia", mas sim a falta de consenso sobre o conceito de educação e, consequentemente, sobre o papel da escola e deles próprios, os professores, dentro da escola. Assim, dificilmente eles estarão em acordo em relação ao uso que deve ser feito do computador nesse ambiente. Vale ressaltar que nessa época, em 2000, o uso da Internet ainda era muito restrito. A Web 2.0 ainda não havia sequer dado sinal de vida.
Nesse mesmo artigo, Chaves menciona outro artigo seu publicado em 1983 (há mais de 20 anos!) em que dizia que “fundamentalmente, a controvérsia maior ocorre entre os que defendem a utilização do computador basicamente como um instrumento de ensino e os que defendem a utilização do computador basicamente como uma ferramenta de aprendizagem. Pode parecer que a questão não é tão fundamental assim e que tudo não passaria de uma questão de ênfase. Contudo, há aspectos importantes por detrás destas colocações”.
A concepção de educação que enfoca o ensino, está fundamentada na visão Durkheimniana de que a educação é um processo de transmissão de conhecimentos de uma geração a outra, preservando a tradição cultural de um grupo e reproduzindo as estruturas sociais. Essa visão foi duramente criticada pelos escolanovistas e, no Brasil, encontrou possivelmente em Paulo Freire o seu maior oponente. Nessa perspectiva, a tecnologia tem uma utilidade pedagógica um tanto quanto limitada. Como ferramenta de ensino, ela é bastante utilizada como instrumento de acesso à informação, ao conhecimento historicamente produzido, e só.
Do outro lado, encontramos a concepção de educação que enfoca a aprendizagem como principal elemento. Nessa concepção, o professor deixa de ser o "transmissor", e passa a ser o facilitador, mediador da aprendizagem. Conforme sugere Freire, a aprendizagem não se dá em processos individuais, mas na interação com o outro, com o mundo. Nesse contexto a tecnologia adquire outra dimensão. Uma ferramenta que possibilite não apenas a interação entre aluno - professor, inclusive em outros ambientes além da sala de aula, mas também entre aluno - aluno e aluno - mundo simultaneamente, é bastante bem-vinda. Nessa perspectiva a tecnologia é essencialmente uma ferramenta de aprendizagem.
* Formadoras de Dinamizadores - projeto Aula Fundação Telefônica
Os alunos de hoje dificilmente recusam a utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) na aprendizagem. Para eles, as TIC não representam uma barreira à aprendizagem, pois são instrumentos que eles conhecem desde sempre, que apreciam e que dominam com naturalidade. Por outro lado, os docentes, em sua maioria, ainda são da mesma geração da década de 90, que não conviveram com as TIC desde pequenos e aprenderam a aprender e a ensinar com outros tipos de recursos. Os professores, então, têm de se adaptar ao mundo das tecnologias e muitas vezes, têm dificuldade em "tirar os pés totalmente do passado", como um imigrante.
Eduardo Chaves em seu artigo "Filosofia da Educação: Um Encontro Possível entre o Professor e a Tecnologia", escrito em 2000 (há dez anos!), propôs que o maior desafio para o uso pedagógico da tecnologia "não é o custo do equipamento, não é a inexistência de software adequado e não é a dificuldade técnica de capacitar o professor no manejo dessa tecnologia", mas sim a falta de consenso sobre o conceito de educação e, consequentemente, sobre o papel da escola e deles próprios, os professores, dentro da escola. Assim, dificilmente eles estarão em acordo em relação ao uso que deve ser feito do computador nesse ambiente. Vale ressaltar que nessa época, em 2000, o uso da Internet ainda era muito restrito. A Web 2.0 ainda não havia sequer dado sinal de vida.
Nesse mesmo artigo, Chaves menciona outro artigo seu publicado em 1983 (há mais de 20 anos!) em que dizia que “fundamentalmente, a controvérsia maior ocorre entre os que defendem a utilização do computador basicamente como um instrumento de ensino e os que defendem a utilização do computador basicamente como uma ferramenta de aprendizagem. Pode parecer que a questão não é tão fundamental assim e que tudo não passaria de uma questão de ênfase. Contudo, há aspectos importantes por detrás destas colocações”.
A concepção de educação que enfoca o ensino, está fundamentada na visão Durkheimniana de que a educação é um processo de transmissão de conhecimentos de uma geração a outra, preservando a tradição cultural de um grupo e reproduzindo as estruturas sociais. Essa visão foi duramente criticada pelos escolanovistas e, no Brasil, encontrou possivelmente em Paulo Freire o seu maior oponente. Nessa perspectiva, a tecnologia tem uma utilidade pedagógica um tanto quanto limitada. Como ferramenta de ensino, ela é bastante utilizada como instrumento de acesso à informação, ao conhecimento historicamente produzido, e só.
Do outro lado, encontramos a concepção de educação que enfoca a aprendizagem como principal elemento. Nessa concepção, o professor deixa de ser o "transmissor", e passa a ser o facilitador, mediador da aprendizagem. Conforme sugere Freire, a aprendizagem não se dá em processos individuais, mas na interação com o outro, com o mundo. Nesse contexto a tecnologia adquire outra dimensão. Uma ferramenta que possibilite não apenas a interação entre aluno - professor, inclusive em outros ambientes além da sala de aula, mas também entre aluno - aluno e aluno - mundo simultaneamente, é bastante bem-vinda. Nessa perspectiva a tecnologia é essencialmente uma ferramenta de aprendizagem.
* Formadoras de Dinamizadores - projeto Aula Fundação Telefônica
domingo, 29 de maio de 2011
APROVEITAMENTO DIDÁTICO DO BLOG
Muitas são as utilidade de um blog voltado para a educação. No caso dessa página, especificamente, como o foco central é o uso didático da internet, a principal utilidade é a socialização dessa ferramenta na escola. Além do mais, no blog podem ser postadas experiências voltadas para o uso das novas tecnologias em educação para que estas sirvam de estímulo e até de modelo para novas atividades na escola.
Quando criei a página, tive o cuidado de iniciar as postagens divulgando, exatamente, experiências voltadas para o uso da internet como ferramenta educacional. Confiram nas postagens mais antigas.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A internet a serviço da educação
No contexto da designada sociedade de informação, é cada vez mais pertinente que o sistema de ensino, quer na sua organização curricular, quer nas suas dinâmicas de trabalho, promova o acesso ao conhecimento através do recurso às novas TIC. Com efeito, para além de tal permitir aos elementos do processo educativo aceder a uma riqueza inesgotável de informação, o ciberespaço traz inúmeras vantagens em termos da democratização do ensino, fomentando a criação do que Habermas, filósofo e sociólogo alemão, designa por comunidades dialógicas. Através da sua interactividade e instantaneidade, o ciberespaço permite que alunos e professorem partilhem e discutam ideias e pontos de vista, numa espécie de polis grega que apenas dela se distingue pela sua imaterialidade. A utilização das novas TIC não se trata assim de mais um recurso pedagógico, bem pelo contrário, abre portas a objectivos educativos dantes impensáveis e extremamente louváveis no âmbito do que Morin considera serem os pilares da educação do futuro: autonomização do processo de aprendizagem; optimização das competências de argumentação dos alunos; criação de comunidades de aprendizagem; desenvolvimento do espírito crítico dos educandos. Quanto a este último ponto, o papel do professor é crucial e bem diferente do tradicional; já não se lhe pede que seja um mero transmissor de conteúdos fixos e imutáveis, mas essencialmente um mediador, devendo fomentar nos alunos a capacidade crítica para seleccionarem e pensarem sobre os recursos que encontram na Internet.
Dadas as inegáveis potencialidades educativas da Internet, temos assistido à emergência de modelos de ensino-aprendizagem que delas tiram partido, tais como o e-learning e o b-learning. O termo e-learning é utilizado para designar um modelo de ensino/aprendizagem à distância, através da Internet, permitindo uma comunicação mais rápida entre alunos e professores, assim como evita perdas de tempo em deslocações que podem ser aproveitadas para rentabilizar o estudo e seu acompanhamento; por outro lado, torna-se um instrumento essencial de combate à “infoexclusão”, permitindo que alunos mais velhos e de meios rurais tenham acesso ao conhecimento, essencial na democratização do saber.
Geralmente, utiliza-se uma combinação entre o ensino-aprendizagem através da Internet com sessões presenciais intermédias, as quais são fulcrais sobretudo em cursos que implicam uma forte componente prática; esse sistema que inclui sessões presenciais e on line ; este sistema misto designa-se por blended learning ou b-learning.
Tanto o e-learning, como o b-learning são cada vez mais usados na aprendizagem colaborativa através da Internet (c-learning), a qual fomenta a partilha entre professores-alunos e alunos-alunos, permitindo, por exemplo, a realização de projectos muito interessantes que contam com o intercâmbio entre escolas portuguesas e mesmo escolas nacionais e estrangeiras.
Fonte: http://eduexcepcional.wordpress.com/
Como utilizar as redes sociais e as novas tecnologias na educação
As redes sociais da Internet estão cada vez mais presentes no dia-a-dia de alunos, professores e das pessoas em geral. No entanto, essas ferramentas ainda são muito pouco exploradas em sala de aula. Muitas vezes o acesso a esse tipo de recurso é vetado nas escolas, em função do “medo” de que o aluno se interesse por assuntos que não estejam diretamente ligados ao conteúdo pedagógico.
Para Vanessa Bohn, mestranda da Faculdade de Letras da UFMG e professora de inglês do Colégio Militar de Belo Horizonte, sobre o uso de recursos da web 2.0 nas aulas de língua inglesa, essa preocupação das escolas não procede. “Atualmente é quase impossível não associarmos tecnologia à Educação. Nossos filhos pertencem à geração Web ou WWW, já nasceram contextualizados com a Internet, download, celular, aparelhos de MP3, vídeo-games, entre outros recursos tecnológicos. Dessa forma fica mais fácil para os professores utilizarem essas novas tecnologias na Educação”.
Para Vanessa Bohn, mestranda da Faculdade de Letras da UFMG e professora de inglês do Colégio Militar de Belo Horizonte, sobre o uso de recursos da web 2.0 nas aulas de língua inglesa, essa preocupação das escolas não procede. “Atualmente é quase impossível não associarmos tecnologia à Educação. Nossos filhos pertencem à geração Web ou WWW, já nasceram contextualizados com a Internet, download, celular, aparelhos de MP3, vídeo-games, entre outros recursos tecnológicos. Dessa forma fica mais fácil para os professores utilizarem essas novas tecnologias na Educação”.
Vanessa acrescenta que um dos maiores obstáculos para a utilização de novas tecnologias na Educação está justamente na resistência dos professores. “Sabemos que tem professor que não se adapta quando o assunto é tecnologia. Mas isso, a meu ver, tem mudado graças aos fóruns de discussão, blogs e congressos sobre o uso das Tecnologias da Informação”.
A historiadora e Doutora em Educação Lilian Starobinas, também defende uma maior proximidade dos professores com as novas tecnologias disponíveis. “A melhor forma do professor se preparar é começar a lidar com essa variedade de recursos. Se ele tornar-se usuário da Internet em sua vida pessoal e profissional, participar de fóruns com outros colegas, pesquisar blogs que relatem experiências e teçam reflexões, em breve se sentirá em condições de ter suas próprias iniciativas”.
Já o professor de Física e blogueiro Sérgio Lima acredita que essas novas tecnologias devem funcionar como “catalisadores da reinvenção da escola”. “Elas não são a tábua de salvação da Educação, mas também não devem ser evitadas a todo custo pelos educadores”, ressalta.
Segundo ele, numa sociedade em que tudo muda muito rápido, todos os profissionais, e não seria diferente para os professores, devem ficar atentos à sua própria formação para sondar as novas tecnologias, filtrar as ferramentas que não acrescentam mudanças positivas nas práticas educativas e se apropriar daquelas que podem catalisar uma nova escola, adequada à Era da Informação e do Conhecimento.
Sobre a utilização das redes sociais pelos professores, Vanessa Bohn destaca que elas podem favorecer o ensino e ampliar o que é aprendido em sala de aula. Dentro das redes sociais a palavra chave é colaboração. Dessa forma, professores e alunos assumem o papel de colaboradores para a troca de conhecimento.
“Um aspecto positivo é a participação ativa dos alunos na construção de sua própria aprendizagem e colaborando com os seus pares. O uso das redes sociais pode ser feito na própria escola, caso exista um laboratório de informática, nas lan houses ou na casa dos alunos. Se eu fosse trabalhar redes sociais com meus alunos e tivesse de escolher entre o Orkut e a rede Ning, eu escolho o Ning pelo fato dela ter mais características de um ambiente virtual de aprendizagem com mais recursos de interação”, explica a professora de inglês.
Já para a jornalista, professora e Doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Raquel Recuero, não existe uma fórmula pronta para se trabalhar o conceito de redes sociais em sala de aula.
“Acho que não há fórmula pronta. A rede é um espaço social e, como todo o espaço social, é também um espaço de Educação e aprendizado. Acho que cabe aos professores explorarem essas potencialidades com criatividade, procurando entender como seus alunos utilizam essas ferramentas e, a partir desse uso, inserir-se no processo e propor atividades que também estejam inseridas. A rede é um meio, nunca um fim”, analisa Raquel.
Já para a jornalista, professora e Doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Raquel Recuero, não existe uma fórmula pronta para se trabalhar o conceito de redes sociais em sala de aula.
“Acho que não há fórmula pronta. A rede é um espaço social e, como todo o espaço social, é também um espaço de Educação e aprendizado. Acho que cabe aos professores explorarem essas potencialidades com criatividade, procurando entender como seus alunos utilizam essas ferramentas e, a partir desse uso, inserir-se no processo e propor atividades que também estejam inseridas. A rede é um meio, nunca um fim”, analisa Raquel.
Fonte: http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/index.asp
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